RIBEIRÃO: Deputado Clóvis Paiva denuncia que Prefeito de Ribeirão vai trocar terrenos por votos.

A aprovação de um projeto de lei municipal autorizando a Prefeitura de Ribeirão, na Mata Sul, a doar terrenos públicos mereceu o repúdio do deputado Clovis Paiva (PP), no Pequeno Expediente desta quinta (12). Segundo o parlamentar, o projeto permite que o prefeito faça as cessões sem critérios ou regulamentação.

“Os vereadores governistas da Câmara Municipal deram um cheque em branco para o prefeito doar todos as áreas que ele achar conveniente. É um projeto eleitoreiro, em que o gestor municipal vai trocar terrenos por votos”, afirmou Paiva. “Não se sabe quantos lotes serão doados nem qual será o critério. Há o perigo de se transformar o centro de Ribeirão numa favela.”

Segundo o parlamentar, os terrenos estavam reservados para a construção de uma escola técnica e de um fórum no município, além de outras possíveis obras em benefício da população. “É muito difícil conseguir locais para construções públicas em Ribeirão, pois grande parte das áreas pertence a duas usinas”, considerou.

O deputado do PP também denunciou o que chamou de “outros desmandos da Prefeitura de Ribeirão”. “O secretário de Administração do município contratou diversos parentes para a pasta. A gestão não vem pagando médicos e servidores comissionados. Serviços de transporte escolar também não estão sendo pagos, e nas farmácias, estão faltando remédios”, declarou.

FONTE: (Portal Prefeituras)

Foto Roberto Soares/ALEPE

POLÍTICA: Tulio Gadelha vice de João Campos?

Já com a tese amadurecida do PT fora da aliança, o PSB pode ganhar um parceiro inesperado na sucessão de Geraldo Júlio, no Recife: o PDT. Reunida em Brasília, a cúpula pedetista deu o start à discussão de uma coligação envolvendo quatro legendas – o próprio PDT, PSB, Rede e PV.

A aliança seria reproduzida não apenas no Recife, mas também no Rio, Minas e São Paulo. No caso do Recife, a cabeça de chapa caberia ao PSB, com João Campos e o vice indicado pelo PDT.

O nome especulado seria o do deputado Túlio Gadelha, candidato a prefeito preferido por 9% dos eleitores recifenses, segundo pesquisa do Instituto IPE.

Gadelha é a chamada “noiva” mais cobiçada de todos os candidatos a prefeito do Recife, a começar por Marília Arraes, postulante do PT, mas se o PDT sentir que o cavalo está passando selado não abrirá mão da candidatura de Gadelha em faixa própria, pondo abaixo a prematura aliança com o PSB.

Ideia é bombar Ciro – No plano nacional, PSB, PDT, Rede e PV nas eleições de 2022 se uniriam em torno do candidato pedetista, o ex-ministro Ciro Gomes. Já para as eleições de prefeito em 2020 no Rio, dois nomes seriam testados nas pesquisas para bater o martelo: Martha Rocha, do PDT, e Alessandro Molon, do PSB. O bloco quer atuar em conjunto também na Câmara dos Deputados.

(Magno Martins)

SÃO JOSÉ DA COROA GRANDE: Prefeito prioriza a Saúde com manutenção preventiva e corretiva nos PSFs e também Hospital.

Os PSFs do Abreu do Una, Várzea, Tentugal, Boa Vista, Gameleira e Mata do Cajueiro passam por manutenção Corretiva e Preventiva dos equipamentos odontológicos e hospitalares semanalmente sem interrupção do atendimento ao público.

As Unidades atendem a população dos bairros, distritos e zona rural do municipio e proporciona um excelente trabalho.

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, as equipes que atuam nos Postos contam com um médico, uma enfermeira e dois técnicos de enfermagem.

Ainda de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o HOSPITAL Municipal conta todos os dias com médicos, enfermeiras, ambulâncias para o pronto atendimento na cidade e, todos os equipamentos também revisados e em perfeito funcionamento.

O prefeito PEL LAGES vem investido com prioridade na Saúde do Município e busca sempre corresponder com a demanda que se faz necessária.

CORRUPÇÃO: Moro recebe homenagem sobre combate à corrupção.

Nesta segunda-feira (9), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, foi o principal homenageado durante uma sessão solene pelo Dia internacional de Combate à Corrupção. O evento aconteceu na Câmara dos Deputados.

O Dia Internacional de Combate à Corrupção foi criado pela Organização das Nações Unidas, em 2003. A autora da homenagem foi a deputada Carla Zambelli (PSL-SP).

Junto com outras autoridades, Moro recebeu a Medalha Patriótica. Ele destacou a importância da mobilização da sociedade no combate à corrupção.

– Nós tivemos figuras poderosas da República, seja do setor privado, seja do setor público, sendo responsabilizadas pelos seus atos. Não é algo que vários outros países do mundo teriam condições de fazer. Isso só foi possível devido a um trabalho coletivo e à pressão da opinião pública e da sociedade civil organizada. Acho que nunca ninguém vai esquecer aquele março de 2016, quando milhões de brasileiros foram às ruas protestando entre algumas bandeiras diversas, mas se tinha algo que movia a todos naquela ocasião, era o combate à corrupção – declarou o ministro.

De acordo com o site do Ministério da Justiça, Moro ressaltou que o fortalecimento dos órgãos públicos de controle é fundamental para desestimular agentes públicos e privados a se corromperem.

– No fundo, a corrupção é um crime que afeta mais do que nosso bem-estar econômico, a confiança que é também um dos pilares da nossa democracia. A corrupção disseminada corrói os fundamentos da democracia. Não existe nada radical em combater à corrupção, é basicamente nosso dever. Mas sem que tenhamos um combate firme, sem vacilações, sem querer retornar ao status quo antes, olhando para frente e não o passado, que queremos deixar para trás, não teremos uma verdadeira democracia, não teremos um governo do povo, para o povo e pelo povo – disse.

Na ocasião, Moro voltou a defender a prisão em segunda instância.

– Tivemos alguns reveses no combate à corrupção que não vieram do governo, que temos que trabalhar e temos que olhar o futuro. E para esse futuro, é realmente imprescindível a volta da execução da condenação em segunda instância, por emenda constitucional ou por projetos de lei, e essa decisão cabe ao Congresso Nacional e aos parlamentares – falou.

(Flávio José)

ELEIÇÕES 2020: Daniel Coelho lidera corrida eleitoral para prefeito do Recife.

O deputado federal Daniel Coelho (Cidadania) aparece na liderança isolada na disputa pela Prefeitura do Recife, aponta o mais recente levantamento do Paraná Pesquisas.

De acordo com a pesquisa, Coelho tem 20% das intenções de votos válidos.

A petista Marília Arraes aparece com 15,9%.

O ex-governador do Estado e ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM) ocupa a terceira colocação com 12,4% dos entrevistados.

Já o deputado federal João Campos (PSB) ficou com 12,2%.

A pesquisa ouviu presencialmente 828 eleitores da capital pernambucana.

As entrevistas foram feitas de 25 a 29 de outubro de 2019 e possui uma margem de erro de 3,5 pontos percentuais.

O levantamento foi registrado no Conselho Regional de Estatística da 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª Região sob o nº 3122/19.

Dep federal Daniel Coelho

PALMARES: Dia D de Combate à DENGUE.

Na manhã de hoje a vigilância Ambiental em parceria com o programa saúde na escola realizou o dia D de combate à Dengue com uma passeata em algumas ruas do centro da cidade.

Estiveram presentes todos os agentes de Combate as Endemias e Contamos o apoio e participação da secretaria Municipal de educação através das escolas, unidades de saúde através dos ACS e coordenações da atenção básica, secretaria de assistência social, ANDESTRAN e representante do Conselho Municipal de saúde.


O Aedes Aegypti é um vetor perigoso e precisa ser combatido por todos nós.

PALMARES: Prefeito toma café da manhã com aposentados e anuncia pagamento 13⁰ para amanhã dia 10.

O prefeito Altair Jr, durante um café da manhã especial com mais de cem aposentados e pensionistas (FUNPREV), realizado hoje no Centro de Treinamento João XXIII, foi marcado pela reafirmação do compromisso com aposentados e pensionistas.

Na oportunidade, o prefeito anunciou para amanhã dia 10 o pagamento do 13⁰ salário a todos os servidores. As secretarias de Saúde e Educação já receberam os valores correspondente ao décimo.

“Hoje é um grande motivo de orgulho para mim porque, apesar de ter tido um ano muito difícil, juntos conseguimos garantir as aposentadorias de vocês. Foi um trabalho duro, em que tivemos que tomar algumas medidas extremas e que nem sempre foram vistas com bons olhos, mas conseguimos honrar cada folha de pagamento de vocês aposentados e pensionistas, que tanto fizeram e fazem pela nossa querida Palmares”. Disse Altair.

“Quero agradecer a cada um de vocês pela confiança e por me deixar fazer parte dessa grande família dos servidores da prefeitura. Vocês são os motivos pelo qual vale a pena todo o esforço que fizemos e ainda estamos fazendo”. Agradeceu o prefeito Altair muito emocionado.

ÁGUA PRETA: Paulo Barreto desmente Fake News sobre sua Pré candidatura a prefeito.

 O Ex prefeito PAULO BARRETO pré-candidato no próximo pleito pelo MDB, descartou, neste sábado (07), qualquer possibilidade de desistir da postulação e afirmou que sua pré-candidatura está cada vez mais forte. Paulo Barreto referiu-se à informação de que, teria firmado ALIANÇA com o então vice-prefeito e também pré candidato a prefeito TONHÃO.

Depois de um encontro casual na residência da ex vereadora Fátima de Levi, as lideranças políticas posaram para algumas fotos e que, causou toda uma situação. O secretário de Infra estrutura do município Eugênio Martins, viralizou nas redes sociais a foto e também um áudio onde afirmava que Paulo Barreto teria desistido de sua pré candidatura para apoiar o “Gigante” se referindo a Tonhão.

Paulo Barreto, o vereador Minel e também o vereador líder na UST Neto da Usina, repudiaram a atitude e postaram mensagens no Facebook desmentindo a falsa notícia.

Desistir não está e nunca esteve nos planos do ex prefeito. “Minha candidatura está mais sólida e forte do que nunca”, afirmou Paulo Barreto.

“Enquanto tentam desfazer minha candidatura, nós crescemos”, pontuou. Acrescentou também ser coisa de “Moleques” a divulgação de alianças não consolidadas e muito diatante de acontecer. Vereador Minel afirma que a atual gestão é “baixa” e totalmente perdida. Afirma também que o crescimento da Pré candidatura de Paulo Barreto já incomoda a todos eles (Gestão).

ÁGUA PRETA precisa acordar e expulsar o atraso e a mesmice que perdura por décadas na cidade.

A foto que causou a polêmica.

 

O ex prefeito deparou-se com boatos de sua suposta desistência nas redes socias depois da foto onde, o mesmo “pensou” ser um encontro de amigos.

“A chapa de oposição com MDB e seus aliados cresce a toda hora”, ressaltou Paulo Barreto.

PALMARES: Prefeito Altair Jr fará entrega de viaturas para a GCM.

Acontecerá na próxima quinta-feira (12), às 10:00 horas, no estacionamento da prefeitura, a entrega de duas novas viaturas para a Guarda Civil Municipal. O prefeito Altair Jr fará a entrega dos automóveis, que estão destinados a serem usados pela Guarda Civil Municipal e prestar apoio em parceria com a PMPE.

Os veículos foram adquiridos e fazem parte das ações da administração na modernização da frota municipal.

Os carros são adaptados para a área da segurança e contam, por exemplo, com lâmpadas estrobocópicas, rádio de comunicação de estação móvel digital e estão plotados de acordo com as especificações da Divisão de Segurança, além de virem de fábrica com alarme, ar condicionado, freios ABS, GPS e direção hidráulica.

As viaturas darão cobertura na área de Segurança hoje na procissão de Nossa senhora da Conceição dos Montes em Palmares. Parabéns a gestão por valorizar a segurança municipal.

OPINIÃO: Prefeito PSICOPATA…Escolha o seu!

Não é a primeira vez que especialistas se dedicam aos psicopatas no “dia a dia”.  Kátia Mecler publicou “Psicopatas do cotidiano: como reconhecer, como conviver, como se proteger” (Editora Leya, 2015) e Ana Beatriz Barbosa Silva escreveu “Mentes perigosas: o psicopata mora ao lado” (Principium Editorial, 2014).

A literatura os descreve como personalidades frias e sem consciência e  afirmam que no mundo do trabalho há psicopatas, tese também que é a primeira conclusão de Sina em sua introdução.

Minha ideia é que se existem psicopatas no universo corporativo, também podem existir psicopatas no universo do serviço público. Ninguém está livre de ver uma pessoa ocupar um espaço de poder e exercer com ares de superioridade e impulsividade seu cargo, características que ajudam a identificar o psicopata. 

Por isso é preciso identificar com base na literatura, elementos que colaboram na identificação do psicopata. Imaginemos como definir um prefeito psicopata. Usarei como exemplo a figura do Prefeito, por ser mais próxima da população, ser constantemente referência na imprensa e muitas pessoas terem em mente um.

Evidentemente, é apenas um ensaio de interpretação não havendo indicação de qualquer prefeito específico, ainda que o leitor possa fazer sua própria leitura.

O prefeito psicopata

A partir da revisão de literatura, entendo que o prefeito psicopata define sua ação autoritária como “seu jeito de ser”. Este estilo já emerge na campanha política para a Prefeitura quando o então candidato se vangloria de defeitos, que, à guisa de inversão, busca que o qualifiquem.

Ele afirma que seus defeitos como ser autoritário e centralizador são na verdade qualidades porque  é o candidato que “não desiste jamais”, “que vai enfrentar tudo e a todos” e “que foi escolhido para fazer uma grande obra“. Os cidadãos votam nele pelo líder que vem em sua propaganda, por seu ar de superioridade e certeza em relação aos problemas, pela forma de se apresentar, sempre dinâmica, que pode ser, por exemplo, caminhando para as câmaras.

Ele é eleito porque os cidadãos foram enganados: o psicopata sabe manipular os signos de marketing e de propaganda eleitoral como ninguém, sabe ser visto como forte e destemido e por isso, sua propaganda eleitoral tende a impressionar logo de cara, garantindo-lhe os votos na eleição. Mas tudo se passa no imaginário, se trata de apresentar a imagem de candidato não como aquele capaz de realizar um projeto de governo mas como o “capaz de transpor facilmente os desafios”.

Logo que inicia sua gestão, aparecem os resultados de sua psicologia peculiar: seus subordinados o abandonam. Porquê? Porque os prefeitos psicopatas “são superficiais nos relacionamentos, usam as pessoas para seu próprio benefício e não se preocupam com o mal que podem causar a quem quer que possa impedir sua escalada ao poder. A literatura aponta que são seres com alta capacidade de sedução e grande habilidade em manipular,  podem parecer “normais” e até encantadores, mas são doentes de corpo e alma : são pessoas sem piedade, sem respeito e misericórdia pelos demais.

É essa forma de usar seus colaboradores como objeto que provoca o afastamento de seus subordinados; é essa capacidade de sedução que, ainda que tenha sido capaz de garantir votos, não é capaz, passada a eleição, de manter seus subordinados.

A cidade que elege um psicopata como prefeito sofre imensamente com isso. Primeiro sofrem aqueles que estão diretamente relacionadas com ele, seus secretários de governo, todo o chamado “primeiro escalão”. A razão é que esse prefeito, quando psicopata, exerce um poder desmesurado no ambiente em que atua, empregando força psicológica para o cumprimento de suas decisões, que tem como resultado serem destruidores para seu círculo ou sua base.

Como afirma Sina, a psicopatia é uma doença que exige indulgência e que conduz um governo ao risco, a vulnerabilidade e a temeridade.  Você pode compreender que tem um prefeito psicopata, você vai analisando suas características uma a uma que o revelam, mas isso não significa que uma cidade, seus servidores, sua base de apoio político, deva aceita-lo “temos de conhecer e enfrentar as causas e os efeitos deletérios que eventualmente decorram da atitude de alguém, de modo a proteger a integridade do coletivo”.

Para isso é preciso entender bem o que pode ser um prefeito psicopata para não se tachar de formar irresponsável, não menosprezando seus efeitos nocivos e nem facilitando suas práticas danosas.

Não apenas pessoas próximas, mas até uma cidade pode estar vulnerável a um psicopata. A história está repleta de exemplos de inúmeros governantes que foram considerados loucos por suas ações. Aloys Winterling, em “Loucura imperial na Roma antiga” (História, 2012, vol.31, n.1 pp.4-26) cita três exemplos clássicos de loucura no poder. O primeiro é o imperador Calígula, que governou o Império Romano de 37 a 41 d.C. e que agiu de forma estranha diversas vezes, tendo ficado conhecido porque queria fazer cônsul seu cavalo e afirmou ser capaz de comunicar-se com a deusa lunar.

O segundo exemplo é Nero, imperador de 54 a 68 d.C., que, ao mesmo tempo em que fazia coisas que fascinavam as massas pois cantava, tocava cítara, escrevia poesia, conduzia bigas, fazia banquetes púbicos ao mesmo tempo era narcisista, mandando construir um palácio para si mesmo e teria colocado fogo em Roma. O terceiro, Domiciano, que aterrorizou de forma sistemática a aristocracia romana ao mesmo tempo qie  desenvolveu medo de conspirações.

Winterling, concordando com Sina, acredita que além do componente genético, é o ambiente que tem importância na formação de uma personalidade psicopata. E por isso é uma doença difícil de ser diagnosticada, imagine afirmar que um Prefeito o seja “um psicopata nem sempre, ou raramente, é pego cometendo atitudes criminosas, já que sua inteligência e astúcia lhe credenciam a atuar de maneira discreta, lenta, porém não menos danosa” (p. 4).

A mente do prefeito psicopata

Sina afirma que existe dois tipos de psicopata. O primeiro é aquele conhecido que comete crimes hediondos e submete suas vítimas a grande sorte de dor e terror. O segundo, o que pretendo analisar e que nos inspira, é um tipo de psicopata que vive no ambiente de trabalho dissimulando suas atitudes. Há distinções entre psicopata e sociopata, enquanto o psicopata teria uma origem inata, o sociopata teria uma origem social “Ambos têm distúrbio social de personalidade, o que varia é o grau de consciência”, diz Sina.

O prefeito psicopata não tem empatia ou misericórdia. Ele não sente empatia com seus servidores. Não tem misericórdia, pode propor a extinção de órgãos públicos sem dar atenção alguma a demissão de seus servidores e não imagina, ou não quer imaginar, o sofrimento que seus atos projetam.

Sina afirma que algumas características são típicas da psicopatia e propomos sua leitura para o chefe de qualquer poder executivo municipal.

Características do prefeito psicopata

A primeira característica a partir da leitura de Sina é que prefeitos psicopatas tem um comportamento voltado a manipulação das pessoas por meio da oratória bem desenvolvida. Se olharmos seus discursos, suas justificativas de extinção de órgãos públicos, sua defesa da retirada de direitos dos servidores, a primeira vista aparecem envolvidas em uma lógica e tem aparente coerência.

Mas elas revelam-se mentirosas porque ocultam os prejuízos que trazem a administração, a vida da cidade, ao poder público. O prefeito psicopata se acha melhor do que os outros, sua visão é melhor que as dos demais, sua autoestima é sempre exagerada, a do prefeito que veio para mudar, de forma radical, a vida da cidade “não espere benevolência de um psicopata”, diz Sina. Não é assim para prefeitos psicopatas cujas medidas extinguem setores e órgão com história na vida da cidade? “O psicopata não tem nenhum compromisso com a verdade. Ele vive num mundo criado por ele mesmo” diz Sina.

Prefeitos psicopatas podem propor a extinção de órgãos públicos, carreiras e direitos dos servidores, sem dúvida alguma, razão pela qual são prefeitos sem culpa.

Os servidores atingidos sempre os veem como atores que produzem maldade e crueldade, mas os prefeitos não sentem remorso pelo que fazem, aliás, acreditam que é sua obrigação. Culpam suas equipes, a fraqueza dos que o cercam, dos servidores, do primeiro escalão, que julga pelos erros – o prefeito psicopata nunca reconhece seu erro “o problema e a culpa são sempre dos outros”, diz Sina.

Efeitos do prefeito psicopata sobre equipes

O prefeito psicopata segue na sua produção de uma trajetória do mal. Por isso as pessoas se afastam dele, pedem para sair, fala por detrás delas, pelas costas. Suas medidas sempre provocam reações de recusa, de resistência.

Enquanto Sina declara ter visto várias ao longo de sua trajetória no mundo corporativo, não é impossível imaginar o mesmo acontecendo no campo público. É possível que muitos que sejam subordinados, em cargos de primeiro escalão, vejam o prefeito mandar fazer várias coisas que os deixem confusos. Seus seguidores, diretores, secretários, reclamam que não conseguem acompanhar seu ritmo, se sentem incompetentes. É, no entanto, característica do psicopata criar problemas, criar metas impossíveis de atingir, é sua necessidade quebrar metas, ser impaciente.

Para Sina, isto deve-se ao fato de que veem de lares onde enfrentaram algum tipo de dificuldade, um pai famoso na política, mas ausente da família, etc. “Atualmente são confundidas as características de um psicopata com as necessárias para uma gestão em tempos de crise”, diz Sina (p.7).

Não é exatamente isso que leva a vitória vários candidatos a prefeitos que são psicopatas, essa assertividade absoluta focada em resultados absolutos, sua agressividade para tomar decisões impopulares, sua resistência a sobreviver a pressões, sua incapacidade de negociar, características que revelam psicopatas em diversos níveis. Para a autora, resistimos muito a ver o mal como prática humana e esquecemos que ele emerge nas corporações. E completo: no serviço público.

Servidores públicos e a cidade podem ser vítimas do prefeito psicopata de plantão. Se eles existem no ambiente de trabalho, como provou Sina, eles podem existir na administração pública. Os servidores públicos são vítimas de administradores psicopatas quanto vivem em situações limite que prejudicam seu trabalho e sua saúde.

O problema de uma cidade ter um prefeito psicopata é o fato de que é muito difícil discernir no convívio técnicas de persuasão. Para o prefeito psicopata é muito fácil usar da intimidação, do medo e da malignidade, há relatos de subordinados do prefeito que saem chorando de suas reuniões – os jornais locais podem citar as cenas mas não conseguem identificar quem. Prefeitos psicopatas colocam seus indicados em posições chaves não por sua competência, mas pela facilidade com quem podem manipula-los. O prefeito psicopata pode dizer a imprensa local que trabalha horas a fio, mais de 12 horas na prefeitura, trabalhando ainda outras horas por telefone ou celular, mas essa dedicação a administração pública é uma das provas que sua personalidade é doente, mas na verdade, diz Sina, ele delega o pesado a alguém para receber o crédito do resultado. Por exemplo, numa semana de aniversário da cidade, ele pode promover uma programação, que na verdade, é de outros setores, mas que o crédito assume como seu.

Prefeitos podem revelar níveis diferentes de psicopatia, de leve, moderado a grave. Ainda que possam ser aprofundados aspectos físicos e psíquicos dos prefeitos psicopatas, a mente de um prefeito psicopata, aqui busca-se definir o comportamento psicopata de um prefeito na instituição pública “alguns indivíduos, atuam de maneira muito competente, mas por trás, agem de maneira escusa, traindo e fraudando informações” (p.9) diz Sina.Servidores públicos são, em especial, vítimas preferidas dos prefeitos psicopatas. Isso porque estão num grau de subordinação onde diretamente sentem os danos morais produzidos na prefeitura.

Porque psicopatas conquistam o poder? Porque usam da artimanha e astúcia, levam suas campanhas eleitorais a produzir o erro no voto, fazendo uma inversão de valores, onde candidatos trabalhadores são levados a perder seu espaço. O prefeito psicopata produz um discurso de destruição, mas agem com um sorriso no rosto, com gestos cheios de certeza. “O psicopata se preocupa com sua imagem, pois precisa estar acima de qualquer suspeita”, diz Sina. Se por um lado, em suas entrevistas, apresenta-se como o dono da verdade, com a solução para todos os problemas da cidade, por outro, pode usar de ocasiões junto à comunidade para construir uma imagem de líder popular. E não se dá consciência, muitas vezes, das situações de “ridículo politico”, na expressão de Marcia Tiburi, em que se envolve, seja dançando músicas populares para o público se deleitar, seja postando em sua página do Facebook piadinhas de ocasião. “Mas nada é verdadeiro, pois, para o psicopata, o bem que interessa é somente o dele mesmo”, diz Sina.

Os servidores públicos e os cidadãos em geral têm muita dificuldade em identificar um prefeito psicopata. São ingênuos ao acreditar que não haja a possibilidade de um psicopata chegar ao poder, o que a experiência história já demonstrou. Elas são as presas preferidas dos prefeitos psicopatas. Sua dissimulação evita que enfrentem quem tem poder de revelar seu interior, preferem os servidores públicos porque são vítimas frágeis, são subordinados, e por isso, sem concorrência em produzir mal, não tem concorrentes.

Estratégias do prefeito psicopata

Sina afirma que o psicopata corporativo surge nos bancos, em primeiro lugar. Mas eles podem surgir também numa prefeitura porque estas instituições compartilham com os bancos o poder sobre o dinheiro, no caso, dos contribuintes, que administra. Além disso, com a implantação da meritocracia, um dos seus objetivos enquanto prefeito psicótico neoliberal, é sempre impor um ambiente competitivo para produzir supere exploração do trabalho do servidor público.  Mas assim como Sina aponta que há no mercado psicopatas financeiros quebrando empresas por conta de decisões egoístas voltadas para si mesmo, apostamos que possam existir prefeitos psicopatas capazes de quebrar prefeituras por conta de suas ações doentes, sua psicopatia, que os obriga a tomar decisões egoístas e que não visam o benefício da prefeitura.

Por isso sua atuação, no que se refere aos servidores públicos, é sobre os planos de carreira. Prefeitos psicopatas desejam estimular a concorrência entre servidores, da mesma forma que presidente psicopata nas empresas estimula a concorrência entre executivos “Nesse segmento, as corporações criam verdadeiros predadores uns dos outros, afim de poderem chegar aonde querem”. Não é assustador que essa lógica perversa do sistema privado seja introduzida no setor público justamente por aquele que deveria protege-lo, o Prefeito? Não é assustador que o Prefeito deixe de pensar em prestação de serviços públicos, para dar lugar a uma luta pela apropriação da prefeitura pela iniciativa privada? “O jogo do psicopata se alicerça na autopromoção baseada no esforço alheio, ou seja, subir a qualquer preço, nas costas de suas vítimas”, diz Sina. (p.11). O prefeito psicopata nunca se coloca no lugar do servidor público, ele age assim não porque é um prefeito doente, mas porque é um prefeito frio e calculista.

Todo prefeito tem, em algum movimento do exercício do cargo, com seus subalternos, momentos agressivos, egoístas, mas nisso, nos termos de Sina, não significa que sejam psicopatas. Para a autora, eles são prefeitos psicopatas quando suas ações são continuas, são transgressoras das regras do bom convívio entre os servidores públicos e seu prefeito de maneira continua, “o psicopata tem completa ciência dos seus atos, o que o torna totalmente responsável pelos resultados de suas ações” (P.12)

Denomino prefeito psicopata o indivíduo que assume o cargo maior da administração municipal capaz de causar sofrimento a seus servidores e a cidade. É um tipo de psicopata social, tal como definido por Sina, que atua no interior da administração pública local. “Apesar de saber que causa dor aos outros, é incapaz de sentir qualquer arrependimento, essa palavra não faz parte de seu vocabulário”, afirma Sina. O prefeito psicopata chama de fraco aqueles que não são capazes de acompanhar seu ritmo, que pedem para sair, não tendo, por isso, o que se chama “peso na consciência”. É um tipo de “manipulador social”, para usar expressão de Sina, já que trapaceiam e nunca admitem que estão fazendo mal a alguém. Se consideram o rei, o centro do mundo.

Como prefeito psicopata, não ´se recomenda, como afirma Sina, enfrenta-lo. “Ele sempre irá reagir de maneira perigosa”. Ele não esquece seus inimigos, busca fazer o outro sofrer, é seu mantra, são vingativos. Prefeitos psicopatas podem estar escondidos em uma expressão facial controlada, sob um discurso aparentemente objetivo, que esconde uma mente doentia, de ódio ao servidor público.  Seus servidores precisam aprender a lidar com um prefeito psicopata, não o agrida na frente de outros, porque o prefeito psicopata necessita da sensação de que controla todos a sua volta. Não se engane: se você é servidor público, certamente será objeto da perseguição do prefeito psicopata, simplesmente porque você é capaz de estar feliz em seu trabalho, para o psicopata prefeito, não há outro motivo melhor para desestruturar a carreira pública, retirar direitos, reduzir salários simplesmente porque quer toda atenção para ele.

O prefeito psicopata é difícil de diagnostica porque é dissimulado, tem comportamento duplo, são pessoas que se apresentam publicamente com certa coerência, mas são péssimos nas suas relações com seus subordinados, suas chefias, seus servidores. Psicopatas, ao contrário do que se vê na mídia, não precisam serrem criminosos, serial killer, pois são psicopatas não criminosos. “Ao contrário do que se imagina, a maior parte dos psicopatas não apresenta comportamento violento”. Sugiro que o prefeito psicopata procura uma gratificação no exercício do poder, do esmagamento dos servidores, da retirada de direitos, da extinção de órgãos, que o deixa excitado. Nos termos de Freud, no prefeito psicopata, o ego não media o id e o superego, então, o princípio do prazer, exercido pela violência contra o outro, não tem o controle do ego, e por essa razão, seu prazer é somente pelo comportamento antissocial. Inspirado em Sina, estas seriam as principais características para identificar um prefeito psicopata:

O prefeito psicopata tem dificuldades em se adaptar a administração públic

A dificuldade do prefeito psicopata é aceitar o não. Ele não lida bem com situações contrarias a sua vontade. É o que acontece com o relacionamento com o poder legislativo. Prefeitos psicopatas tem dificuldade de se relacionar com a Câmara Municipal porque não aceitam negociar, não aceitam serem corrigidos. A Câmara, ao vetar um projeto de lei do prefeito psicopata, faz um castigo, encarna a figura patriarcal, não aceita as consequências de seus erros.

O prefeito psicopata tem impulsividade exagerada

A impulsividade é característica humana, mas a impulsividade exagerada é uma doença. Um prefeito psicopata dá uma impulsividade exagerada as suas ações sempre que reage de forma desproporcional as contrariedades do dia a dia, revelando baixa tolerância as reivindicações dos servidores, as críticas dos seus secretários e colaboradores. Por isso, seus atos são cruéis, seja retirando direitos consagrados, seja cometendo crueldades e perseguições a servidores.

O prefeito psicopata não tem moral

O prefeito psicopata não segue as regras culturais, de educação e tradição que orientam todos os demais. Ele as ignora, não respeita o que todo tem como parâmetro. Os princípios morais da boa administração pública como valorização dos servidores públicos não são reconhecidos pelo prefeito psicopata. Sua mente não atua como a maioria de nós agiria se fosse prefeito, protegendo as instituições, garantindo direitos conquistados, simplesmente porque a moral da tradição não é o seu forte.

O prefeito psicopata não aprecia o afeto

A maioria dos prefeitos alimenta sentimentos positivos para com sua cidade, suas instituições e seus servidores. A razão é que o afeto é positivo para o trabalho, para que o prefeito possa ver o servidor como extensão de si mesmo no caso do prefeito psicopata, isso não ocorre, porque o afeto não tem importância alguma, por isso sua forma de reagir a frustração é diferente. O prefeito psicopata não ama sua instituição.

O prefeito psicopata mente

Para o prefeito psicopata, administrar é criar uma grande mentira. Ele mente sobre a existência ou não de recursos para pagar servidores, o que pode ser desmentido pelo Tribunal de Contas; ele mente sobre manutenção de ônibus quando é ele que não autoriza as licitações para repor peças “ele descreve sua vida de grandes feitos e também de grandes dificuldades. O que varia é o que ele escolhe contar para se safar de problemas ou ainda para levar vantagem sobre outras pessoas”,

O prefeito psicopata foge da realidade  

Como na esquizofrenia, o prefeito psicopata se mantém fora da realidade. Ele delira, revela alterações no pensamento, alterações de afeto. Essa fuga da realidade pode se manifestar em comentários sobre suas descobertas em viagens que poderiam ser usadas na cidade, quando, aqui, a situação é tão precária que sua novidade se torna risível aos olhos de todos. Seu delírio está em enviar para a Câmara projetos controversos pressupondo aprovação quando não consegue, suas alterações de afeto pelo ódio incomum que nutre por servidores públicos.

O prefeito psicopata manipula e encanta

É estilo de vida do prefeito psicopata a manipulação da pessoa. Ele tem técnica e talento, sabe falar e organizar informações, e por isso, é eleito e seu discurso tem convencimento. Seduz porque seu olhar é firme, caminha a passos largos. Seus colaboradores reclamam do nível de sofisticação de pedidos, e nisso manipula suas equipes.  Seu assédio tem por base um falso respeito por seus subordinados, o que provoca desistências no primeiro escalão. Não distribui tarefas, centraliza.

O prefeito psicopata tem outro modo de matar  

O prefeito psicopata é tão perigoso quanto psicopatas assassinos porque, apesar de não matar, possui outras formas de produzir a morte.  Uma delas é sua insensibilidade com a história de servidores e instituições, que mata o serviço público. Ele se disfarça de administrador de bem, e cheio de si mesmo, destroçam o serviço público. Mata pela inflexibilidade de seu comportamento no serviço público, seus projetos matam porque provocam dor e sofrimento nos servidores e na população em geral.

Se o mote “conheça-te a ti mesmo” alerta para o autoconhecimento, de forma similar, “conhece teu prefeito”, é o caminho básico para evitar sofrimento e diagnosticar comportamentos prejudiciais em prefeitos eleitos. Sócrates dizia que o conhecimento vem de dentro; aqui, o conhecimento vem de fora, do reconhecimento de comportamentos e das ações que permitem identificar o prefeito psicopata. É preciso aprender diagnosticar o comportamento psicopata em representantes eleitos, trabalho minucioso que merece cuidado, que começa com a intuição de que se está diante de um prefeito psicopata, passa a definição de sua psicopatia a partir das caracteristicas de sua gestão, e por fim, em termos kantianos, torna-se uma ideia definidora de um agente público. E nesse momento, diante dessa certeza, cabe as autoridades competentes a promoção do impeachment por incapacidade técnica para o exercício das funções de muitos prefeitos psicopatas e cruéis.

Site criado com WordPress.com.

Acima ↑

Crie seu próprio site, grátis no WordPress.com.Crie seu próprio site.
Começar grátis